«Não sei se canto se rezo»: ambivalências culturais e religiosas do fado (1926-1945) (2024)

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Dois séculos de fado: uma proposta cartográfica

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Vestígios da prática cerimonial judaica no Cante : o canto colectivo do Baixo Alentejo

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"De estirpe fadista: fadofilia e (e)vocações familiares”, Expressões Musicais Populares de Aquém e de Além-mar: Seminário de Investigação. Lisboa: Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, 11 de novembro de 2009.

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Variados e importantes colectivos têm sido convocados para a compreensão do fenómeno sociocultural que é o fado: a nação, a cidade, os bairros, os espaços onde se canta, toca e escuta, as fracções sociais. Há um outro conjunto que surge talvez mais fortuitamente relacionado com este género musical: a família. Poder-se-á dizer que a(s) história(s) do fado se faz(em) também de indivíduos que compartilham mais do que apelidos? Qual o relevo das ligações familiares na transmissão cultural e na organização social do fado? O que encoraja o seu corrente realce nas narrativas (auto)biográficas de fadistas, instrumentistas, guitarreiros?

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Eu canto samba" ou "Tudo isto é fado" : uma etnografia multissituada da recriação do choro, do samba e do fado por jovens músicos

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Fados do fado: enredos, cronotopos e trânsitos culturais

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Entre a Terra e o Céu: análise musical contextualizada de uma canção sonhada por um xavante católico (1980-2006)

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Artigo sobre a canção “Wamama’u”, sonhada pelo ancião Hosana Tumõtsu, índio Xavante da aldeia São Marcos (MT), aproximadamente em 1980. A gravação da canção, executada numa missa católica celebrada pelos Xavante na aldeia São Pedro (MT), em 2006, é transcrita em partitura, analisada e comparada a um mito de criação indígena. A questão que orienta o artigo é se a memória de longa duração dos Xavante Ocidentais incorporou a religião católica e seus rituais sem perder a identidade indígena, ou se terá sido o inconsciente dos Xavante que foi catequisado pelos missionários salesianos, abrindo caminho para a exploração econômica das terras dos índios. São abordados aspectos históricos e estruturais da sociedade Xavante, bem como os impactos do contato dos indígenas com os missionários salesianos e agentes governamentais. Baseado no exemplo da canção sonhada “Wamama’u”, o artigo discute como os Xavante das Terras Indígenas São Marcos e Parabubure mantiveram sua identidade cultural no contato com a religião católica, adaptando-a e até subvertendo-a de acordo com os interesses dos índios.

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Name: Msgr. Benton Quitzon

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Job: Senior Designer

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